Você já deve ter escutado bastante essa frase: “o básico que funciona”. E, ainda assim, quantas vezes ela é deixada de lado em nome da novidade?
Hoje em dia, vemos uma série de invenções, variações, adaptações e modificações em exercícios, simplesmente para atrair a atenção para o complexo, o difícil, o novo.
Contudo, o dilema não está propriamente em criar novidade. Está em abandonar o básico por ser considerado ultrapassado quando já não motiva, ou deixa de encantar por ser conhecido ou convencional.
Movimentos que continuam eficazes há décadas
Dezenas de estratégias com movimentos básicos como agachar, levantar, puxar e empurrar são extremamente eficazes — mas são deixadas de lado para adicionar equilibrar-se numa perna só, segurar contrapeso enquanto puxa ou empurra, executar ações diferentes com cargas diferentes nos braços, e por aí vai.
Existe problema nisso? Não. Mas existe sentido em fazer? Nem sempre.
O que é ótimo para alguns pode não ser para outros
Se as modificações produzem resultados ou adaptações melhores do que o básico, podem ser bem-vindas — desde que também se questione a aplicabilidade e a individualidade. Ou seja: o que pode ser ótimo para alguns pode não ser para outros com os mesmos objetivos.
Resumindo.
Antes de optar por algo novo ou complexo no seu treino, questione se aquilo serve para você, se você consegue realizá-lo com segurança e se é válido naquele momento.
Se essas questões não forem atendidas, manter-se no básico sempre vai funcionar.
Alex Comin · Elite OFF · Coluna Autocuidado & Longevidade
